Meu corpo delatou novamente
em palpitações absurdas
ao pé da garganta
a quem o coração
ainda
pertence.
Ainda é nublado
Tempestade
das lágrimas
que transbordam de mim
toda a falta que você me faz
Estrondos
da minha hostilidade
tentando dissolver a raiva
das minhas escolhas tão falhas
Por vezes, meus punhos cerraram
Em outras, cederam ao chão
Em arrependimento
As noites
Seguem amargas
Iluminadas pelas memórias tuas
em todo canto.
E eu,
já não sei quem sou
além de morada
da solidão.
Somos como personagens
Em um palco frágil
Da vida
Começamos com um grande elenco
Cores e enfeites
Máscaras
que caem
Elenco que diminui
Sintonia que se perde
E os que sobram
Ao fim da peça
Despidos de adereços
Descalços sobre as tábuas do antigo salão
São os que dão sentido a tudo isso
E fazem valer
Esse jogo de fantasia
De encontrar vida
Em corações alheios.
Rô
E o meu coração
que sempre morou do lado de fora
Aprendeu desde cedo
que ele vibra na frequência do outro
E mesmo depois de tantos anos
Sincronizados
Sentindo em mim cada impasse seu
Eu nunca aprendi
a te sintonizar na sincronia inversa
Eu só queria
que morasse em você
toda a alegria que mora em mim.
sempre 80.
Eu sempre fui de mergulhar, de me jogar no fundo.
Nunca soube nadar em raias rasas. Nem a ter vários sobressaltos superficiais.
Eu ia guiada por uma intensidade que me trazia de volta sempre com dificuldade.
Cada mergulho era uma viagem.
Cada passo era no fundo.
Cada um ao meu redor significava uma vida inteira.
Era entrega.
Mas talvez eu tenha ido fundo demais. Demorado demais.
Porque eu permaneci
sem dar pé.
Num mar cheio de gente
na areia.
Nunca soube nadar em raias rasas. Nem a ter vários sobressaltos superficiais.
Eu ia guiada por uma intensidade que me trazia de volta sempre com dificuldade.
Cada mergulho era uma viagem.
Cada passo era no fundo.
Cada um ao meu redor significava uma vida inteira.
Era entrega.
Mas talvez eu tenha ido fundo demais. Demorado demais.
Porque eu permaneci
sem dar pé.
Num mar cheio de gente
na areia.
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