Eu sempre fui de mergulhar, de me jogar no fundo.
Nunca soube nadar em raias rasas. Nem a ter vários sobressaltos superficiais.
Eu ia guiada por uma intensidade que me trazia de volta sempre com dificuldade.
Cada mergulho era uma viagem.
Cada passo era no fundo.
Cada um ao meu redor significava uma vida inteira.
Era entrega.
Mas talvez eu tenha ido fundo demais. Demorado demais.
Porque eu permaneci
sem dar pé.
Num mar cheio de gente
na areia.
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