É impossível prever que talvez o instante de agora vá se tornar algo grande lá na frente.
E foi num instante assim, em um impulso: que eu não previ que minhas escolhas fossem machucar tanto, por tanto tempo depois.
A gente tem os olhos vendados para a maioria das consequências que nossos atos podem ter.
Não há previsão.
Não há dimensão do que o "agora" vai se tornar um dia.
Eu não pensei. Eu não previ.
E eu nunca quis tanto voltar no tempo...
E foi num instante assim, em um impulso: que eu não previ que minhas escolhas fossem machucar tanto, por tanto tempo depois.
A gente tem os olhos vendados para a maioria das consequências que nossos atos podem ter.
Não há previsão.
Não há dimensão do que o "agora" vai se tornar um dia.
Eu não pensei. Eu não previ.
E eu nunca quis tanto voltar no tempo...
Eu queria que tudo transbordasse em tradução, da nossa fala: falha.
Eu queria te emprestar o coração, para você se ver nele.
Eu não queria o abismo.
Eu não queria a distância
Eu não queria acreditar tanto que seu caminho é melhor sem o meu nele.
Mas cabe a mim entender que o seu caminhar tropeça,
quando junto do meu.
quando junto do meu.
Eu sempre precisei das palavras para me expressar. Sempre usei como refúgio as construções que fazia com elas.
E eu me entendia nelas.
Me moldava.
Construía as minhas respostas nas perguntas que eu nem sabia que tinha.
Mas de repente, os meus sentimentos não reconhecem mais as letras.
Não sei achar palavras que me traduzam. As minhas frases saem descompassadas. E eu erro na minha própria tradução...
E as palavras, que foram sempre meu alicerce, tornaram-se o que?
E eu me entendia nelas.
Me moldava.
Construía as minhas respostas nas perguntas que eu nem sabia que tinha.
Mas de repente, os meus sentimentos não reconhecem mais as letras.
Não sei achar palavras que me traduzam. As minhas frases saem descompassadas. E eu erro na minha própria tradução...
E as palavras, que foram sempre meu alicerce, tornaram-se o que?
Os anos chegam para me mostrar que o tempo não faz esquecer.
As tantas estações que já se passaram, os dias que começam e terminam comigo ainda lembrando de cada detalhe.
Cada pedaço dos outros que guardo em mim. Pedaços de quem nem imagina, mas que me montam: inteira.
...
E os dias continuam a passar. E eu só sei fazer: lembrar. Sempre.
As tantas estações que já se passaram, os dias que começam e terminam comigo ainda lembrando de cada detalhe.
Cada pedaço dos outros que guardo em mim. Pedaços de quem nem imagina, mas que me montam: inteira.
...
E os dias continuam a passar. E eu só sei fazer: lembrar. Sempre.
Escrevo para deixar registrado tudo que senti ali.
Para deixar guardado em mim aquele instante que eu não quero esquecer.
Escrevo, porque mesmo que um dia tudo mude, eu ainda consiga me transportar para o dia de hoje.
Escrevo, como quem se guarda. Como quem protege, em uma caixinha de lembranças, todas as coisas lindas que me fizeram chegar até aqui.
Escrevo e te guardo, em mim. Sempre.
30/01/17.
Para deixar guardado em mim aquele instante que eu não quero esquecer.
Escrevo, porque mesmo que um dia tudo mude, eu ainda consiga me transportar para o dia de hoje.
Escrevo, como quem se guarda. Como quem protege, em uma caixinha de lembranças, todas as coisas lindas que me fizeram chegar até aqui.
Escrevo e te guardo, em mim. Sempre.
30/01/17.
E ao fim, a história é sempre a mesma. Os personagens se alteram e eu continuo no mesmo papel... Protagonizando a mesma cena. Sempre.
Demoro a entender e compreender os atores de cada trama. Tropeço e confundo, confio e amo quem não devo. Levanto. Troco as peças. Uns se encaixam, outros não. As fantasias me confundem e eu continuo a me entregar.
De novo? A ciranda roda e eu vou aprendendo, redecorando os mesmos movimentos e palavras que já me foram ditas, tantas vezes.
Ao fim, as máscaras caem, as mãos se atam. E eu? Prometo, em falso, que é a última vez.
Demoro a entender e compreender os atores de cada trama. Tropeço e confundo, confio e amo quem não devo. Levanto. Troco as peças. Uns se encaixam, outros não. As fantasias me confundem e eu continuo a me entregar.
De novo? A ciranda roda e eu vou aprendendo, redecorando os mesmos movimentos e palavras que já me foram ditas, tantas vezes.
Ao fim, as máscaras caem, as mãos se atam. E eu? Prometo, em falso, que é a última vez.
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