Tem ainda uma parte que eu não entendi.
Desde o começo e até hoje.
Até ontem.
Algo dito e não dito. Meio solto.
E as coisas que por vezes oculto, num canto de dentro.
De repente, tão as claras...

O cheiro na roupa.
O travesseiro amassado.
O coração bagunçado.
E a saudade que deseja,
a sua mão ao encontro da minha.
Que haja força no silêncio que há de vir
E fé na espera que nem sempre traz o que se quer.

A tempestade lá de fora.
E chuva daqui de dentro.
Gotas agitadas de lá,
Mascaram as lágrimas daqui.
E nos estrondos que não me escutam,
Escondo meus soluços.



A gente se esconde e esconde tanta coisa na penumbra que nos protege de entender tudo.
É de comum acordo: não é hora.
Não é agora.
Meias palavras. Meios entendimentos.
E um espaço, que reluz, todo um caminho que ainda precisamos trilhar.