E eu sou um tanto,
parte de mim é silêncio
de um outra parte que ainda é grito.
Parte de mim é saudade
de uma parte cheia de culpa.
Parte de mim se solta
de uma parte que quero atada.
Parte de mim é vento
de uma parte que voa, calada.
Eu sempre precisei das palavras para me expressar. Sempre usei como refúgio as construções que fazia com elas.
E eu me entendia nelas.
Me moldava.
Construía as minhas respostas nas perguntas que eu nem sabia que tinha.
Mas de repente, os meus sentimentos não reconhecem mais as letras.
Não sei achar palavras que me traduzam. As minhas frases saem descompassadas. E eu erro na minha própria tradução...
E as palavras, que foram sempre meu alicerce, tornaram-se o que?
E eu me entendia nelas.
Me moldava.
Construía as minhas respostas nas perguntas que eu nem sabia que tinha.
Mas de repente, os meus sentimentos não reconhecem mais as letras.
Não sei achar palavras que me traduzam. As minhas frases saem descompassadas. E eu erro na minha própria tradução...
E as palavras, que foram sempre meu alicerce, tornaram-se o que?
Os anos chegam para me mostrar que o tempo não faz esquecer.
As tantas estações que já se passaram, os dias que começam e terminam comigo ainda lembrando de cada detalhe.
Cada pedaço dos outros que guardo em mim. Pedaços de quem nem imagina, mas que me montam: inteira.
...
E os dias continuam a passar. E eu só sei fazer: lembrar. Sempre.
As tantas estações que já se passaram, os dias que começam e terminam comigo ainda lembrando de cada detalhe.
Cada pedaço dos outros que guardo em mim. Pedaços de quem nem imagina, mas que me montam: inteira.
...
E os dias continuam a passar. E eu só sei fazer: lembrar. Sempre.
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