Eu queria parar o tempo.
Acalmar o ponteiro.
Congelar os dias. Esses malditos dias que insistem em seguir.
Dia após dia. Como se nada tivesse acontecido.
Atrasar as horas. Essas malditas horas que correm para frente enquanto eu corro para trás.
Eu queria parar no tempo.
Estacionar o instante.
Ventar para longe. Junto do fôlego que você levou no dia que se foi.

A morte machuca  porque é a certeza do nunca.
Nunca mais aquele abraço.
Nunca mais aquele colo.
Nunca mais o ombro que eu amava ficar pendurada.
Ela confirma uma via única: daqui para frente a saudade só aumenta.
E nada estanca.