Faz tanto tempo que eu não escrevo aqui, que acabei deixando se esvair tudo aquilo que um dia fez tão parte de mim. Aliás, este é o motivo de eu ter vindo: tudo de ponta cabeça. Tudo torto, incerto e dolorido e por minha culpa.
O meu eu anda duvidoso, ressabiado,entediado e sinceramente e o pior de tudo: desanimado.E a cada dia que passa me afundo ainda mais em pensamentos absurdos. Aqueles que sempre tive, mas que de uma forma ou de outra, agora, são totalmente inoportunos.
E a importunidade do meu mundo paralelo, tão somente agora, se deve a uma série de coisas que devo fazer, a outra série de coisas que não devo lembrar ou pensar e as diversas formas em que devo me portar. E meus pensamentos não apenas me afastam dessa realidade que clama por mim, como me embriagam com uma série de dúvidas e vontades que me distanciam daquilo que escolhi.
E o mais contraditório disso tudo, é que ao mesmo tempo em que tudo está errado, em que eu coloco os pés pelas mãos a cada minuto que se passa - e continuo aqui...É ele quem me sustenta. O meu mundinho que aqui venho delatar, me mantem em órbita, me mantem feliz e afasta qualquer perspectiva de tristeza, ainda que para isso ele abdique da lucidez.
Sei que minhas palavras não fazem tanto sentido, afinal a autora delas se enquadra exatamente em tal descrição, mas mas era disso que eu precisava no momento. Talvez voltar a escrever seja o primeiro passo para eu entrar no eixo novamente, já que há muito... era o que mais me fortalecia.
Resta então, desacelerar... acalmar essa multidão de "eus" em mim e concluir aquilo que preciso para este ano.
O meu eu anda duvidoso, ressabiado,entediado e sinceramente e o pior de tudo: desanimado.E a cada dia que passa me afundo ainda mais em pensamentos absurdos. Aqueles que sempre tive, mas que de uma forma ou de outra, agora, são totalmente inoportunos.
E a importunidade do meu mundo paralelo, tão somente agora, se deve a uma série de coisas que devo fazer, a outra série de coisas que não devo lembrar ou pensar e as diversas formas em que devo me portar. E meus pensamentos não apenas me afastam dessa realidade que clama por mim, como me embriagam com uma série de dúvidas e vontades que me distanciam daquilo que escolhi.
E o mais contraditório disso tudo, é que ao mesmo tempo em que tudo está errado, em que eu coloco os pés pelas mãos a cada minuto que se passa - e continuo aqui...É ele quem me sustenta. O meu mundinho que aqui venho delatar, me mantem em órbita, me mantem feliz e afasta qualquer perspectiva de tristeza, ainda que para isso ele abdique da lucidez.
Sei que minhas palavras não fazem tanto sentido, afinal a autora delas se enquadra exatamente em tal descrição, mas mas era disso que eu precisava no momento. Talvez voltar a escrever seja o primeiro passo para eu entrar no eixo novamente, já que há muito... era o que mais me fortalecia.
Resta então, desacelerar... acalmar essa multidão de "eus" em mim e concluir aquilo que preciso para este ano.
Às vezes, tudo o que a gente precisa é de um tempo.
Tempo para
esquecer um alguém que dói lembrar tanto.
Tempo para aceitar um
acontecimento difícil, um tempo... Uma chance que damos a nós mesmos de nos
recuperarmos outra vez.
Qualquer decisão
que implique em um a grande mudança, requer tempo, qualquer pessoa que por
ventura nos apaixonamos, requer tempo, qualquer distância, qualquer
saudade, qualquer abandono, requer tempo. Mas o tempo, esse intervalo de
liberdade que nos concedemos em situações difíceis, não significa somente uma
recuperação, ele é um preparo.
Preparo para o que está por vir, para
aceitar, para assimilar, para retomar o fôlego.
É o espaço entre as ondas.
E esse tempo, essa
pausa, esse descanso, são uma concentração de forças, uma união de objetivos
que sem pressa se refugiam na calmaria que antecede e sucede a tempestade de sair da rotina.
Eu tenho uma mania estranha:
O hábito de escrever lembretes para ler somente depois de um longo tempo. Eu escrevia e deixava-os guardados nas últimas páginas de um livro, ou em qualquer outro lugar que soubesse que encontraria somente depois de esquecer-me que ele estava ali.
Funcionava assim, quando eu estava com um problema ou sentindo algo tão forte, que acreditava que não fosse passar, eu escrevia e guardava. E o propósito era esse: deparar-me após um tempo, com as minhas turbulências internas.
E meu objetivo com isso, é entender que tudo passa.
O hábito de escrever lembretes para ler somente depois de um longo tempo. Eu escrevia e deixava-os guardados nas últimas páginas de um livro, ou em qualquer outro lugar que soubesse que encontraria somente depois de esquecer-me que ele estava ali.
Funcionava assim, quando eu estava com um problema ou sentindo algo tão forte, que acreditava que não fosse passar, eu escrevia e guardava. E o propósito era esse: deparar-me após um tempo, com as minhas turbulências internas.
E meu objetivo com isso, é entender que tudo passa.
E isso me ajuda a seguir quando meus passos insistem em andar para trás. Apesar da minha intensidade sempre tentar contrariar a crença de que meus buracos cicatrizarão, meus lembretes e poemas me mostraram que as lágrimas que acreditei que derramaria o resto da vida, em algum dado momento secaram.
Tudo é cíclico.
Efêmero.
E apesar de eu não me esquecer,
eu aprendo a me habitar.
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