O interior e o exterior. Dois mundos que se equilibram em uma espécie de contradição imensa. Por fora a calmaria, ou a tentativa dela. Por dentro a ansiedade de viver.
A gana pela felicidade, pela viagem, pela liberdade. A necessidade de conhecer o mundo com os meus olhos, de gravá-los em memória e fotografia. A vontade de estar sozinha e a carência saudosa de um alguém. A vontade de deixar-me guiar pela intuição, de ser menos racional, de buscar o amor. O amor nas coisas simples, o amor em um passeio no parque, o amor por mim e o amor pelo próximo. O amor em uma flor, em um sorriso, em um olhar e em um abraço.
Tudo isso entra em contradição com quem devo ser, pelo menos por enquanto. A racionalidade e disciplina, a ausência de tempo... Menos sorrisos, menos amor e menos fotografias! Memórias que se anulam todos os dias pela monotonia da rotina.
E a única certeza de que não quero continuar assim...
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