Eu tenho uma mania estranha:
O hábito de escrever lembretes para ler somente depois de um longo tempo. Eu escrevia e deixava-os guardados nas últimas páginas de um livro, ou em qualquer outro lugar que soubesse que encontraria somente depois de esquecer-me que ele estava ali. 
Funcionava assim, quando eu estava com um problema ou sentindo algo tão forte, que acreditava que não fosse passar, eu escrevia e guardava. E o propósito era esse: deparar-me após um tempo, com as minhas turbulências internas.
E meu objetivo com isso, é entender que tudo passa.
E isso me ajuda a seguir quando meus passos insistem em andar para trás. Apesar da minha intensidade sempre tentar contrariar a crença de que meus buracos cicatrizarão, meus lembretes e poemas me mostraram que as lágrimas que acreditei que derramaria o resto da vida, em algum dado momento secaram.
Tudo é cíclico.
Efêmero.
E apesar de eu não me esquecer,
eu aprendo a me habitar.

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